Por João Perassolo

“Considerados em conjunto, seis novos espaços de arte abertos nos últimos meses em São Paulo apontam para o atual momento do mercado. Enquanto a região central, que vem passando por um processo de gentrificação há alguns anos, se estabelece agora como polo de compra de obras e descoberta de jovens artistas, os Jardins, ponto de tradicionais galerias paulistanas, vê novo impulso com a ocupação de duas casas da vila modernista de Flávio de Carvalho.

Aberta em fevereiro, C.A.M.A., sigla para colaboração entre agentes do mercado de arte, reúne num destes sobrados quatro galerias —Kubik (Porto, Portugal), Cavalo (Rio de Janeiro), Periscópio (Belo Horizonte) e Casanova (São Paulo)— e uma editora de múltiplos de obras, a 55SP (São Paulo). Trata-se da evolução de um projeto que começou no ano passado como um site dedicado a conteúdos sobre arte, como ensaios e textos críticos, afirma Adriano Casanova, fundador da galeria que leva seu nome.

Além do galerismo tradicional, a gente tem também um papel de promotor, de estratégia comercial do artista. Somos galeristas que vêem a venda não só do objeto de arte, mas o processo de venda da imagem, do conceito, para então chegar à venda do objeto, diz Casanova. Segundo ele, a Cama reúne uma nova geração de galeristas, influenciados por Marcantonio Villaça, Raquel Arnaud e Luisa Strina – três galeristas que começaram do nada, construíram muita coisa ali naquele campo aberto.”

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