THIAGO MARTINS
DE MELO

1981 — São Luís / MA
Vive e trabalha em São Luís / MA

Thiago Martins de Melo

O artista Thiago Martins de Melo vive e trabalha entre São Luis e Campinas. Em seu trabalho, recorre à memória cultural, por um meio dotado de historicidade como a pintura. Costuma reinventar, na contemporaneidade, personagens históricas, populações culturalmente diversas e entidades espirituais brasileiras, como, camponesas, míticas, indígenas e negras. Nessas suas reinvenções, tais personagens são chamadas a retornar ao campo de batalha nas telas, comunicando sua luta e sua história. 

Suas principais participações em bienais foram a 31ª Bienal de São Paulo, SP, e da 12ª Biennale de Lyon, França.

Grifo de Germano Duschá, curador

“As pinturas de Thiago Martins de Melo fazem um barroco próprio, anacrônico e anárquico. No lugar do chiaroscuro, cores vibrantes e camadas espessas dão luz a uma distopia tropical: surgem cenários e situações ocupadas pelo que há de mais nefasto debaixo do céu, mas também por uma energia ancestral que se faz sentir em toda luta de quem resiste. No lugar das esferas de protagonismo e da distribuição clássica de papéis, muitas vozes antes condenadas às margens revelam suas potências num coral caótico.”

Nessas conjunturas complexas, também não se afirmam maniqueísmos e outros binarismos, mas um maquinário histórico confuso e impiedoso. No lugar das leituras bíblicas e outros cânones ocidentais, a sabedoria popular, as práticas das selvas, dos campos e das ruas de sempre. No lugar do pensamento iluminista, se pensa também com o corpo, com o cu. Há arte e guerra, cálculo e misticismo, presságio e documentação. Elencam-se, é claro, tragédias de todas as escalas, mas que não impedem o rompante vital de formas de vida e de diversas imaginações.” 

Expressando sua história

Percebe-se, em suas telas de grandes formatos — que não raro se desenvolvem para além do plano bidimensional em instalações com vídeos e esculturas —, testemunhamos povos diversos e entidades espirituais em campos de batalha, reivindicando suas histórias ao encarar guerras, algozes e ícones mobilizados pelas estruturas do biopoder da sociedade ocidental. Nesse sentido, o artista buscar evidenciar fraturas nos tempos e nos regimes de verdade que encerram, abrindo espaço para que manifestações violentadas cotidianamente por genocídios e epistemicídios venham à tona em um lampejo onírico e idealizado, capaz de soprar a força universal e sempre contínua de resistências, insurgências, revoltas e revoluções. 

Principais exposições 

O artista participou de diversas exposições institucionais, tais como: such as Queermuseu – Cartografias da diferença na América Latina, Santander Cultural, Porto Alegre (2017); 6° Prêmio Marcantonio Vilaça, MuBE – Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia, São Paulo (2017); Soft Power. Arte Brasil, Kunsthal Kade, Amersfoort (2016); Dakar Biennale, Dakar, (2016); Histórias da Infância, MASP, Museu de Arte de São Paulo, São Paulo (2016); Entre-temps… Brusquement, et ensuite, 12e Biennale de Lyon, Lyon (2013); Imagine Brazil, Astrup Fearnley Museet, Oslo (2013); Convite à Viagem – Rumos Artes Visuais, Paço Imperial, Rio de Janeiro (2012); To be with art is all we ask, Astrup Fearnley Museet, Oslo (2012); Dos Percursos e das Poesias, Museu de Arte Contemporânea do Ceará, Fortaleza (2012).

 

Formação:

. Mestrado em Teoria e Pesquisa do Comportamento, UFPA, Belém, Brasil

. Formado em Psicologia, UNICEUMA, São Luis, Brasil

 

PRINCIPAIS PREMIAÇÕES

. 2011

Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, 2011/NE, Brasil

. 2009

Prêmio-aquisição, Arte Pará 2009, Fundação Rômulo Maiorana, Belém, Brasil

. 2008

Grande Prêmio, Arte Pará 2008, Fundação Rômulo Maiorana, Belém, Brasil

 

Obras em acervos públicos:

. Rubell Family Collection, Contemporary Arts Foundation 

. MASP – Museu de Arte de São Paulo 

. MAR -Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro

. Thyssen-Bornemisza Art Contemporary

. Museu de Arte Contemporânea do Ceará

. Astrup Fearnley Museum of Modern Art

. Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM

. ICA – Miami, institute of Contemporary Art, Miami

 

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