RAFAEL RG
1986 — Guarulhos/SP
Vive e trabalha entre Belo Horizonte e Salvador
Uma mão saindo de uma manga-Fotografia em metacrilato e placa pantográfica-52×93 cm-2018-Ed de 3 +2pas
A verdade sobre todas as coisas versão cachaça- garrafa de vidro, cachaça, rótulo, 4 copos – 29x04cm-2011_2012-Ed de 10
Carvão, linha-carne-Fotografia, texto, carvão sobre parede e encontro amoroso-Díptico, 55cm x 45cm (cada)-2018-Ed de 3 + 2pas
Rafael RG
Nascido e criado em Guarulhos, Rafael RG atualmente divide sua moradia e trabalho entre Belo Horizonte e Salvador (Brasil, 2020). Artista e escritor, formou-se em Artes Visuais pela Universidade de Belas Artes de São Paulo.
Laboratório
Sua prática se concentra nas relações sexuais e afetivas, e suas implicações políticas, bem como questões de identidade racial. Trabalhando com arquivos institucionais e pessoais, ele apresenta sua pesquisa através de oficinas, instalações, textos performativos, publicações e objetos.
Os materiais com os quais Rafael RG trabalha costumam estar intimamente associados a narrativas que envolvem a si mesmo ou a um alter ego de alguma forma e aos projetos resultantes que são próximos ou se assemelham à ficção.
O Fim das cidades
Conforme íamos chegando mais perto desse dia, da abertura dessa exposição minha vontade de mudar o nome da exposição ia crescendo cada vez mais. Logo depois do carnaval pensei que o nome dessa exposição podia ser “O fim das cidades”. Mas a três meses atrás eu fiz um acordo comigo mesmo de que o nome dessa exposição seria “A cidade onde envelheço”.
Acontece que agora é claro para mim que eu não quero mais envelhecer nessa cidade. Ao mesmo tempo que é claro para mim que nessa exposição eu prefiro falar sobre as coisas que me fizeram ser uma pessoa feliz aqui do que sobre as coisas que me fizeram ter a vontade de partir daqui para outra cidade.
PARA RAFAEL RG Essa exposição é também uma despedida
Hoje é dia 18 de abril e estou numa mesa de um bar na varanda do Maletta. Falta poucos dias para a abertura dessa exposição e enfim as paredes não estão mais vazias. Produzi uma série de trabalhos sobre coisas que vi e que vivi nessa cidade e que me tocaram de alguma forma.
Tive que me concentrar no exercício de transformar afetos pessoais privados em objetos de arte. Esse não é um exercício fácil, mas tem sido essa prática que tem me feito estar vivo.
É PRECISO ACREDITAR
Me parece cada vez mais que a manutenção da sanidade mental diante de tudo que estamos vivendo vem da possibilidade de construirmos lugares onde seja possível parar um pouco e acreditar em algo ínfimo que seja.
Dedicatória
O período dessa exposição é exatamente o período de tempo que ainda tenho nessa cidade. Pode ser que eu me apaixone por alguém e decida ficar, ou pode ser que eu não me apaixone por ninguém, e isso não saberemos agora.
Em certo momento eu pensei em colocar na parede o primeiro nome de todos os garotos da cidade com os quais eu me deitei. Foi uma tarde engraçada que passei relembrando diversas feições, tons de vozes e texturas de cabelos. Mas acabei desistindo dessa ideia e preferi escrever em uma das paredes a seguinte frase: “Alguns dos trabalhos dessa exposição são dedicado a pessoas que eu já amei, pode ser que você seja uma dessas pessoas”
Por Rafael RG.
Conheça as Residências e as Principais Exposições de Rafael RG