ALICE RICCI

1985 — São Paulo
Vive e trabalha em São Paulo

Alice Ricci

Paulistana, Alice Ricci nasceu em 1985.

Para esclarecer, a artista Alice Ricci executa suas obras com excelência. Diferente do que se possa soar em um primeiro instante, o que se tem é o entendimento do fracasso por outra perspectiva que não aquela que remete a valores pré-concebidos em sua dicotomia.

Portanto, não é sobre abordar significados que se detêm aos conceitos de “bom ou mal”, mas sim em desprender-se de metas liberais e julgamentos subjacentes ou positivistas. É perceber a tentativa desde sua potência experimental, sem a imposição da assertividade, do sucesso, da conquista, da vitória e tampouco da derrota, do desbarato, da ruína e da perda.

Da mesma forma, uma vez imposto o pensamento contemporâneo neoliberal ocidental, isto acabava estimulando o sucesso como comportamento social, a experiência, o processo e a experimentação que deixam de ser importantes mediante o resultado a ser atingido.

Todavia, o oposto permite que a eminência do gesto presente na tentativa aconteça tantas vezes quanto forem necessárias, até se consolidar da maneira mais contundente possível. Neste sentido, fracassar é uma das bases fundamentais para a construção de um pensamento experimental, visto que o fracasso invalida a perspectiva do resultado como sucesso, e toda a carga subjacente para que ele ocorra.

Sob essa premissa, a exposição apresenta uma série de trabalhos que discorrem sobre a ideia do fracasso através do jogo. São obras que tem o ato de transformar o verbo em tentativa, sem a necessidade de ir nada além do próprio gesto em si.

Consequentemente, isto faz anular qualquer probabilidade de ganhar ou perder, onde a proposição de atividade torna-se sem objetivo final. Daí, torna-se um processo prazeroso e lúdico que não acontece por obrigação, dever moral ou necessidade física.

 Entre seus principais projetos estão:

. Projeto de criação e pesquisa Vice-Versas, em parceria com o artista Adrián Montenegro. Desenvolvido na cidade de Cananéia, SP, Brasil, e apresentado no Museu Histórico Artístico Victor Sadowski, em Cananéia – 2016;

 . 43 Visões do Monte Fuji por artistas contemporâneos brasileiros, livro de artista com obras dos artistas participantes do grupo de estudo do Ateliê Fidalga, SP, Brasil. Projeto realizado para a exposição: Sandra Cinto + Albano Afonso + Ateliê Fidalga, The Fine Art Laboratory, FAL, Universidade de Arte de Musashino, Tokyo, Japão – 2015;

. História da Arte Pirata, publicação/livro, coletiva de artistas, a convite da idealizadora do projeto: Bia Bittencourt – 2011;

Graduada em Artes Plásticas/ Bacharelado na FAAP – Fundação Armando Alvares Penteado, vive e trabalha em São Paulo SP.

Premiações:

. 20º Salão de Artes Plásticas de Praia Grande, 1º Lugar/Prêmio Aquisição, Praia Grande, SP, 2013

. 41º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, Prêmio Aquisição, Santo André, SP, 2013

. Salão de Artes Visuais de Vinhedo , Prêmio Especial do Júri, Vinhedo,SP, 2007

 

Residências:

. CRUDO Arte Contemporaneo, Rosario, Santa Fé, Argentina, 2019;

. COMUNITARIA – Residencia de Arte Contemporaneo Lincoln 2016, Lincoln, Buenos Aires, Argentina Baja Resolución, JACAL Gráfico, Puebla, México, 2016;

. Fundação Dósai Alkotótabor, Jászdózsa, Hungria, 2015;

. SOCIAL SUMMER CAMP V, Curatoria Forense, Villa Alegre, Chile, 2014.

 

Obras em acervos públicos:

. Fundação Dósai Alkotótabor, Jászdózsa, Hungria

. Paço Municipal, Santo André, SP, Brasil

. Palácio das Artes, Praia Grande, SP, Brasil

. Projeto Multiplo, Rio de Janeiro, Brasil

 

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