MARCO MARIA
ZANIN

1983 — Pádua
Vive e trabalha entre Pádua e São Paulo

Marco Maria Zanin nasceu em Pádua em outubro de 1983. Formou-se primeiro em Literatura e Filosofia, e depois em Relações Internacionais, obteve um Mestrado em Psicologia. Ao mesmo tempo, desenvolveu sua carreira artística e viajou amplamente em diferentes partes do mundo, colocando em prática o “deslocamento” tão essencial para uma análise crítica dos contextos sociais e para alimentar sua pesquisa destinada a identificar os espaços comuns da comunidade humana. Mito e arquétipo como as matrizes submersas do comportamento moderno são o foco de sua investigação, que se baseia na observação da relação entre homem, território e tempo. Seu instrumento de escolha é a fotografia, que muitas vezes é usada combinando diferentes técnicas e transcendendo as fronteiras de outras disciplinas artísticas. Vive e trabalha entre Pádua e São Paulo, Brasil.

Participou da residência artística na Pivô no ano de 2017. Os trabalhos realizados durante a residência artística no Pivô surgem a partir dos estudos de textos de Georges Didi-Huberman e Aby Warburg, que identificam nos restos, nos escombros, as características do ‘sintoma’: o sinal de algo que sobrevive em profundidade, uma pulsação que revela a existência de outras temporalidades submersas sob a dominante. O objetivo é tornar possível o acesso através de ‘imagens dialéticas’, capazes de revelar a força anacrônica do elemento considerado como pertencente ao passado, e ressignificá-lo. Mais uma vez, a tentativa de criar um caminho possível é gerada através de um curto-circuito entre as poderosas transformações da cidade de São Paulo e o olhar de um italiano nascido e criado em uma cultura que, ao mesmo tempo que preserva seu passado, de outro não é totalmente capaz de fazê-lo reviver no presente.

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