Randolpho Lamonier é representado pela Galeria Periscópio em BH

O artista mineiro Randolpho Lamonier é representante brasileiro no projeto Jeune création Internationale, durante a 15ª Biennale d’art contemporain de Lyon, na França, de 18 de setembro a 5 de janeiro de 2020. A primeira edição é a continuação do evento Rendez-vous e também uma dinâmica ainda mais próxima da exposição central da 15ª Bienal de Arte Contemporânea de Lyon.

Randolphoestá montando, coletando e acumulando objetos, materiais e gestos em uma instalação refletindo um estado consciente de insurreição, misturando sangue com uma estética estranha e acidental, como uma resposta festiva à violência cotidiana.

Criado pelo Museu de Arte Contemporânea de Lyon em 2002, o Rendez-vous e agora o Jeune création Intenationale, é uma plataforma internacional para jovens artistas com financiamento da região de Auvergne-Rhône-Alpes, exclusivamente na França, envolvendo as energias combinadas das quatro instituições separadas: a Bienal de Lyon, a Escola Nacional de Belas Artes de Lyon, o Instituto de Arte Contemporânea, Villeurbanne / Ródano-Alpes e o Museu de Arte Contemporânea de Lyon.

Os curadores da 15ª Bienal de Arte Contemporânea de Lyon são convidados a proporem cinco jovens artistas internacionais, além dos cinco artistas residentes na região de Auvergne-Rhône-Alpes.  Atravessando territórios, unindo redes, abrindo a diferentes públicos, essa complementaridade institucional é excepcional na França e proporciona oportunidade internacional e maior visibilidade a jovens artistas, cujo trabalho ainda é pouco conhecido.

A exposição Young International Creation é apoiada pela região de Auvergne-Rhône-Alpes.

Randolpho Lamonier

Formado pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o artista apresenta uma perspectiva subjetiva, ainda que documental, do sexo, protesto, vida noturna e política de seu subúrbio natal (Contagem-MG) e das grandes cidades brasileiras. Em sua série Profecias (2018), as imagens coloridas e as palavras estampadas em faixas grandes são todas demandas contemporâneas profetizadas no futuro, refletindo um estado atual de injustiça e opressão.

A forma de colcha de retalhos de protesto, alternativa ao estado de normalidade é encontrada em obras, como Vigilia (2017): uma instalação que justapõe néons, vídeos e fotografias de imagens brutas, explorando os chamados estilos de vida e práticas marginais – manifestações anticapitalistas, escravidão, camas de hospital e rainhas de arrasto -, compondo uma identidade íntima e coletiva. A produção ressoa como um apelo à vigilância geral por um futuro mais justo e inclusivo.

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