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RANDOLPHO LAMONIER NA ASSOCIAÇÃO CULTURAL VIDEOBRASIL – SP
12.04.18

 

 

Realizada a partir de uma ampla pesquisa no Acervo Histórico Videobrasil, a exposição MitoMotim tem curadoria de Júlia Rebouças e busca refletir sobre a representação da identidade nacional e a capacidade da arte de se contrapor às ordens instituídas.

A curadoria recorre às ideias de mito e motim, articuladas como um palíndromo no título da mostra, para debater os modos e as possibilidades de insurgência diante de cenários de instabilidades sociais e refletir sobre o Brasil do momento presente. A partir da leitura em dois sentidos, é como se a ideia de motim na arte, ou por meio dela, fosse desafiada como uma mitologia, ao passo que se propõe o motim dos mitos, ou a desconstrução de nosso ideário de país.

Nas palavras da curadora, “dado o contexto político e conjuntural de realização da mostra, resolvi fazer do motim um tema que também pode ser pensado como uma metodologia para o projeto, no sentido de usar os elementos e recursos à mão para refletir sobre gestos de resistência por meio da arte. Como resposta à pesquisa no Acervo, encontrei uma série de obras que tratam do Brasil, com sua complexa teia social em suas múltiplas fissuras de identidade. Ainda que essa relação entre mito e motim advenha de um gesto poético, as obras mostram que a insubordinação associada à necessidade de reconstrução de nossos fundamentos sociais e políticos, como brasileiros, também faz sentido”.

A seleção de obras do Acervo Histórico Videobrasil é constituída por vídeos dos artistas Cristiano Lenhardt, Frente 3 de Fevereiro, Graziela Kunsch, Luiz Roque, Rosângela Rennó, Sandra Kogut, Waly Salomão, TV Viva, de Olinda, programas da TV pirata 3 Antena, um episódio do projeto A Revolução Não Será Televisionada, além do filme Abra a Jaula, de Edson Jorge Elito, Goffredo Telles Neto e Uzyna Uzona, de 1983.

Articuladas a esses trabalhos, estão ainda obras pontuais dos artistas convidados Artur Barrio, Marilá Dardot, Randolpho Lamonier, Rivane Neuenschwander, Sara Ramo e Traplev, que dialogam com o recorte do Acervo Histórico Videobrasil.

Durante o período da exposição serão realizados programas públicos, nos 14 de abril e 12 de maio (sábados, às 15h), com a participação de artistas e da curadora.

A exposição e todos os eventos relacionados são gratuitos.

 

 

 

 

Sobre a curadora:

Júlia Rebouças (Aracaju, 1984) é curadora, pesquisadora e crítica de arte. Foi cocuradora da 32a Bienal de São Paulo, Incerteza Viva (2016). De 2007 a 2015, trabalhou na curadoria do Instituto Inhotim, em Minas Gerais. Colaborou com a Associação Cultural Videobrasil integrando a comissão curadora dos 18º e 19º Festivais Internacionais de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil, em São Paulo. Foi curadora adjunta da 9ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, mostra intitulada Se o clima for favorável, em 2013. Realiza diversos projetos curatoriais independentes, desenvolve projetos editoriais, escreve textos para catálogos de exposições, livros de artista e colabora com revistas de arte. É doutora pelo programa de pós-graduação em artes visuais da UFMG.

 

Serviço:

Exposição: MitoMotim
Curadoria: Júlia Rebouças
Abertura: 12 de abril, das 19h às 22h
Período de visitação: de 13 de abril a 28 de julho
Horário: de terça a sábado | das 12h às 18h
Programas públicos: 14 de abril (sáb), às 15h | 12 de maio (sáb), às 15h
Local: Galpão VB | Av. Imperatriz Leopoldina, 1150 – Vila Leopoldina, São Paulo
Tel: (11). 3645-0516
Agendamento para grupos e como chegar: http://site.videobrasil.org.br/galpaovb/visitacao.
Entrada gratuita

Informações à imprensa: Gabriela Longman | comunicacao@videobrasil.org.br | +55 11 3645-0516
http://videobrasil.org.br/

Para mais informações acesse: http://site.videobrasil.org.br/news/2212362

– Randolpho Lamonier
Profecias, 2018, bordado, colagem e costura em tecido.
Uma promessa, 2018, instalação (letras de tecido e espuma, fios).