BRUNO FARIA

Bruno Faria 

nasceu em Recife (PE), em 1981

vive e trabalha entre Recife e São Paulo.

 

Mestre em poéticas visuais pela Escola de Belas Artes da UFMG, desenvolve trabalhos em diferentes mídias como desenho, escultura, instalação, intervenção e publicação. Seus projetos partem de contextos específicos e pesquisas históricas para revelar um olhar crítico sobre a arte, a história, a arquitetura e a cidade. Entre suas individuais destacam-se “Versão Oficial”, MAC – Niterói, curadoria Pablo León de la Barra e Raphael Fonseca, “Assalto Olímpico”, Centro Cultural São Paulo (2016), “Onde Estão as Minhas Obras?”, MAMAM (2017), curadoria de Clarissa Diniz. Entre suas coletivas destacam-se: “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas” Museu de Arte do Rio – MAR, curadoria Paulo Herkenhoff e Janaína Melo (2014), Metrô de Superfície II, Centro Cultural São Paulo – SP, curadoria Bitu Cassunde e Clarissa Diniz (2013), Ititenários, Itinerâncias: 32o Panorama da Arte Brasileira, MAM – SP, curadoria Cauê Alves e Cristiana Tejo (2011).

  • Lembranças de Paisagem | Brasília, 2017 Pintura e gravura sobre flâmula da cidade de Brasília produzida na década de 1970, compradas em mercado de segunda mão, em que todo seu texto foi coberto por uma pintura, permanecendo apenas a imagem original da paisagem da cidade.

  • Candangos Escultura, 2016 Edição histórica da Revista Manchete da década de 1960 sobre a construção de Brasília, exposta/aberta na página com a foto oficial em que Juscelino Kubitschek, Oscar Niemeyer e toda a comitiva estão escolhendo o terreno para a construção de Brasília, e uma mesa de ambulante com os 5 tipos de esculturas souvenir de monumentos comercializados que retratam a cidade: Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida, Congresso Nacional, A Justiça, Memorial JK, Os Candangos. O título “Candangos”, remete ao apelido dado por Juscelino Kubitscheck a esses trabalhadores que migraram para Brasília e contribuíram em sua construção.

  • O trabalho "Volta pra Trás", é uma escultura sonora em que sua concepção utiliza o disco Sinfonia da Alvorada como ponto de reflexão e crítica. O disco foi gravado por encomenda do então presidente da república na época Juscelino Kubitschek, em fevereiro de 1958, aos músicos e compositores Vinicius de Moraes e Tom Jobim para que compusessem uma peça sonora para a inauguração de Brasília. Para a obra foi realizada uma modificação na rotação do toca discos, que passa a tocar de forma inversa. Em vez da música, o que se ouve é um chiado produzido pelo disco tocando de trás pra frente, uma alusão irônica a cidade de Brasília que parece andar para trás.

  • Casa Própria 2018 Instalação Fotografia e chapas de madeira gravadas a laser O trabalho Casa Própria parte de uma pesquisa sobre a primeira residência oficial de Juscelino Kubitschek quando presidente. Residência construída em apenas 10 dias em novembro de 1956, seu nome é uma ligação com a então residência oficial do presidente, o Palácio do Catete, mas logo recebeu o apelido de “Palácio de Tábuas” devido o material utilizado na construção.