Olhar Instantâneo

A exposição coletiva “Olhar Instantâneo”, que teve como gatilho o lançamento do livro “Urbano Fotográfico”, traz uma seleção de imagens do fotógrafo e fundador do Foto Clube Minas Gerais, Wilson Baptista. Estará aberta ao público, todos os dias (de segunda a sábado), do dia 01 até o dia 29 de setembro. O intuito da exposição é mostrar o olhar instantâneo de vários artistas, seja através da fotografia analógica ou ainda na captação da imagem a partir do digital e sensorial para outras técnicas, como escultura e pintura.

Todos os artistas em exposição trabalham com a ideia de registro: o registro de tempo o registo de uma ação. Para Wilson Baptista, a fotografia analógica não apresentava um resultado imediato, logo era preciso ter domínio da percepção imagética, tomando decisões quanto ao enquadramento, foco e entrada de luz, questões que são determinadas no momento do clique e que só podem ser checadas após a revelação do filme. No caso da artista carioca Gisele Camargo, a leitura é da Serra do Cipó (MG), lugar em que vive atualmente e no qual ela capta imagens, muitas vezes, a partir da fotografia, transformando-as em colagens e pinturas impregnadas das cores e paisagens do local que a cerca. Isso acontece também nas pinturas da série “Alistamento” do artista Éder Oliveira, que no desenvolvimento das obras fotografou e entrevistou candidatos ao alistamento militar, sobre temas como identidade, militarismo e violência. Os retratos foram produzidos a partir de depoimentos colhidos pelo próprio artista e nos remete a impressão do único momento em que este se vê de frente com aquele indivíduo.

O trabalho do Marcone Moreira é o registo da história através de materiais gastos, como de embarcações, onde interessa a troca simbólica de materiais, a apropriação e deslocamento. No que se refere à Ana Linnemann a pintura/objeto é o resultado de momento artístico de uma ação artística. Podemos ver questões de registro do imaginário místico nas obras do artista Thiago Martins de MeloRandolpho Lamonier traz o registro da sua memória na infância na obra “Cidade Industrial”. Henrique Detomi, como um artista que caminha, representa paisagens em suas pinturas sempre adicionando determinados objetos ou estruturas irreais, que nos transporta para um imaginário instantâneo. Fábio Baroli apresenta em sua pintura um retrato vibrante através da inocência de uma criança, carregado de significado e crítica. Marcelo Drummond se apoia na ideia de apropriação das coisas do mundo, resinificando tais coisas.  Lucas Dupin traz uma noção de tempo fragmentado, através de recortes de calendários.

O propósito da exposição é fazer com que esse olhar instantâneo se instaure no público, de modo que este perdure nas pessoas o momento ali exposto, permitindo-as construírem suas próprias interpretações das obras.

 

 

 

Exposição: Olhar Instantâneo

Abertura: 01/09/2018 (Sábado) das 11hrs a 18hrs

Aberto ao público até 29/09/2018

Seg a Sex: 10h as 18:30h | Sáb: 10h às 14h

Local: Av. Álvares Cabral, 534, Lourdes, BH-MG

Mais informações: contato@periscopio.art.br

 

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